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Softwares de GP e o desempenho dos gerentes

 

Uma discussão recorrente em organizações que começam a adotar boas prática de gerenciamento de projetos é: devo investir meu dinheiro em um software de gerenciamento de projetos? Quem trabalha com implementações de PMOs, projetos de melhoria com base em modelos de referência (CMMI, MPS.Br, OPM3, MMGP) e iniciativas afins sabe que o software não é o fator mais importante para o sucesso deste tipo de empreendimento. Apoio da alta direção e boa formação dos colaboradores na área de GP, por exemplo, são aspectos que costumam aparecer como mais relevantes.  Entretanto, a adoção de ferramentas específicas para GP tais como MSProject, Primavera e NetProject, pode contribuir bastante para o bom desempenho dos gerentes de projeto de uma organização.

 

Pelo menos é o que pode se deduzir a partir dos resultados publicados no artigo “Impact of Organizational and Project Factors on Acceptance and Usage of Project Management Software and Perceived Project Success“, publicado na edição de junho de 2008 do Project Management Journal. O estudo que lhe deu origem comprovou estatisticamente a validade de uma série de hipóteses, entre elas a que transcrevo a seguir:

H10: O uso de um software de gerenciamento de projetos tem um relacionamento positivo com o desempenho dos gerentes de projetos, percebidos por eles próprios.

Nesse caso específico, portanto, utilizou-se a opinião dos próprios gerentes de projeto para se chegar a conclusão de que há uma correlação entre o desempenho do profissional e uso de uma ferramenta específica. O estudo contou com a participação de 497 pessoas.

De fato a utilização de um software adequado à realidade da organização pode ajudar bastante. Tarefas como a criação de diagramas de rede e cálculos de índices de desepenho do projeto (tais como CPI e SPI) são muito simplificadas quando se tem uma boa ferramenta de apoio. Além disto, boa parte dos softwares atualmente tem seus dados armazenados em bancos de dados corporativos (e não em arquivos isolados nas máquinas dos usuários) possibilitando um melhor aproveitamento das informações históricas dos projetos, algo fundamental para o aumento gradual da maturidade em GP de qualquer organização.

O estudo, que pode ser acessado gratuitamente por filiados ao PMI no site da instituição,  trouxe também outras conclusões interessantes. Já que a adoção de um software é vista com bons olhos pelos gerentes de projetos, o que leva estas pessoas a utilizarem mais ou menos estas ferramentas? Nove outras hipóteses foram testadas para responder a esta pergunta. Falo delas no próximo artigo. Até lá!

  1. Albertino Sant’Ana, PMP
    julho 8, 2008 às 10:21 am | #1

    A velocidade que o ambiente de negócios impõe na tomada de decisões exige uma base de informação atualizada e confiável, neste aspecto os softwares de apoio ao planejamento desempenham um papel fundamental. Mas esta contribuição só é possível se os usuários são capazes de compreender como o software pode contribuir para a aplicação das melhores práticas de gestão, e utilizá-lo sistematicamente para as tomadas de decisão ao longo de todo o ciclo de vida do projeto. Tenho visto sempre que os melhores exemplos de sucesso nascem de um casamento perfeito entre o conhecimento da equipe do projeto em GP e a utilização de softwares de GP.

  2. andriele
    julho 8, 2008 às 10:27 am | #2

    Concordo plenamente Albertino! Também já vi usos de software de gerenciamento de projetos (e de outras áreas) que não se traduzirem em resultados positivos, em função do desconhecimento de quem estava “pilotando” a ferramenta . Saber o que se está fazendo é fundamental. Muito obrigado pelo comentário!

  3. julho 8, 2008 às 11:25 am | #3

    Andriele,

    Vc chegou a conhecer o Spider? Eu acho que o ponto forte dele é exatamente a capacidade de fornecer informação de qualidade com um processo simplificado de coleta.
    É uma ferramenta que demanda maior conhecimento de conceitos do que – digamos o MSProject – pois reúne possibilidades de gerenciamento baseado em pontos de controle que normalmente não são “experimentados” no ambiente msproject, como criação de cenários e reservas, relatórios por utilização de recursos com otimização de cronogramas entre outros. No entanto, o ganho em visibilidade em relação aos projetos tem feito com que novos usuários fiquem realmente entusiasmados com o software.

    Mas FERRAMENTA sem PESSOAS não podem jamais resolver os problemas e uma empresa que decide pelo uso de software tem que antes dar espaço para criatividade, aprendizado, experimentação, erros e acertos.

  4. andriele
    julho 8, 2008 às 11:31 am | #4

    Olá Peter,

    Não cheguei a conhecê-la não, mas pelo que você disse parece ser uma ferramenta interessante. Com relação às PESSOAS não tenho dúvidas em relação ao que você falou. Não há processo ou ferramenta que resolva quando não se dá valor a elas.
    Obrigado pelo comentário!

  5. Constantin
    setembro 5, 2008 às 6:16 pm | #5

    Meus caros,
    havia encontrado uma apresentação muito boa sobre sw de gerência de projetos. Se não me engano era um .ppt. Nesse paper, apresentava-se várias etapas e sw´s.
    quem tiver algum artigo e puder me repassar, fico muito grato,
    obrigado,
    Constantin Kladis

  1. julho 4, 2008 às 7:10 pm | #1