PMP: aprenda com quem passou – entrevista com Daniel Moraes

julho 29, 2010 1 comentário

Daniel Moraes ouviu falar da certificação PMP pela primeira vez ainda em 2000. Naquela época ele ainda não tinha os pré-requisitos pra tentar a prova e decidiu aguardar o momento mais adequado para dar esse importante passo em sua carreira. De lá pra cá fez vários cursos sobre gerenciamento de projetos (inclusive uma pós graduação) e atuou bastante na área. Foi um dos principais responsáveis pela implantação do Escritório de Projetos da empresa Fácil Informática, do qual é o gerente atual.

Daniel foi aprovado no exame de certificação PMP  no dia 11/05/2010, e gentilmente nos concedeu a entrevista a seguir.

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Durante quanto tempo você se preparou para a prova?

Apesar de ter estudado o assunto de forma fragmentada desde 2000, minha preparação mais intensa ocorreu de fato em 50 dias. Foram 30 dias gastos em um treinamento preparatório e leituras do PMBOK, mais 20 dias de imersão total. Neste período de imersão tirei férias e dediquei todos os dias, em regime de dedicação integral, aos estudos. Não deixei de estudar nem nos fins de semana.

Como foi a sequência de seus estudos: por grupos de processo ou por área de conhecimento?

Estudei pelas áreas de conhecimento.

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Quais foram os materiais utilizados no estudo?

Utilizei o PMBOK e o livro PMP Exam Prep, da Rita Mulcahy.

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Quantas vezes você leu cada material?

Foram 2 leituras do PMBOK e duas do livro da Rita.

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Você decorou as entradas, feramentas e técnicas e saídas (EFTS) de cada processo?

Não. Me preocupei apenas em entender os processos, sua função e sequência de execução (no caso do planejamento). Não fiz nenhum esforço para decorar as EFTS, mas nunca tive problemas em responder questões ligadas a elas. Como eu tinha uma compreensão clara dos processos e as questões são de múltipla escolha, foi possível inferir a resposta sem problemas.

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Por falar em questões, quantas questões de simulados você fez?

Foram cerca de 700. Respondi a dois simulados completos de 200 questões (um deles dois dias antes da prova) e cerca de 300 questões de forma aleatória.

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Qual foi o seu percentual de acerto nos simulados de 200 questões?

75% no primeiro e 80% no segundo.

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Como foi sua rotina no dia da prova e no anterior?

Nesses dias eu não trabalhei. Fiz uma revisão bem leve do conteúdo no dia anterior e um repasse ainda mais light no dia da prova. Marquei a prova à tarde. Isto vai meio que contra as orientações de muita gente. Mas sempre preferi as provas à tarde e tive o hábito de fazer uma revisão leve imediatamente antes. Não vi motivos pra mudar isso.

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A prova foi mais fácil ou mais difícil do que você esperava?

Acho que só um pouquinho mais fácil. No meu caso, percebi também que já era o momento de fazer a prova, pois chega um ponto em que você já não consegue mais evoluir de forma significativa. O esforço e investimento nos estudos não se traduz de forma proporcional na capacidade de acerto das questões.

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Houve alguma área de conhecimento ou grupo de processos em que você teve maior dificuldade?

Não, mas só porque eu reforcei meus pontos fracos durante os estudos. Tinha dificuldade, por exemplo, em enxergar claramente  a fronteira entre execução e monitoramento e controle. Também não tinha muito contato com a parte de aquisições. Tive mais cuidado no estudo destes pontos específicos, e no momento da prova, já não achava uma parte do conteúdo mais difícil que outras.

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Você fez a prova em que língua?

Optei pelo inglês, pois minha preparação foi toda nesta língua.

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Como estava o local da prova? Confortável, barulhento? Havia uma calculadora?

Houve algum barulho (não muito alto) vindo de uma academia próxima. Usei o abafador de ruído pra me concetrar melhor. Eles me forneceram um calculadora e eu cheguei a utilizá-la.

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Você fez braindump durante o período tutorial?

Sim. Fiz e utilizei as anotações durante a prova. Escrevi principalmente fórmulas e a sequência de execução dos processos de planejamento.

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Você faria algo diferente em relação à sua preparação, com o conhecimento que tem atualmente?

Não.

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Qual foi o maior benéficio que você teve com a certificação?

Minha percepção sobre projetos mudou. Hoje tenho mais clareza em relação ao gerenciamento. E também pude aprender muitas coisas que não estão relacionadas diretamente ao meu dia-a-dia atualmente e podem me ser úteis em projetos futuros.

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Agora não tem mais desculpa pra não tentar a certificação PMP

julho 19, 2010 5 comentários

Depois de organizar algumas turmas de treinamento voltado para certificação PMP em Belo Horizonte, percebi que é difícil achar um horário e uma freqüência que agrade a todos. Compromissos com filhos, marido / esposa, academia, outros cursos, enfim… Sempre alguns alunos deixavam de fazer o curso porque tinham algum impedimento.

Pensando nisto criei um Preparatório PMP formato e-learning. Agora cada um pode assistir as aulas de sua casa, no momento e na frequência que achar mais adequado. Disponibilizei dois módulos GRATUITAMENTE, para que vocês possam experimentar, sem compromisso. Para acessar basta visitar  este link e seguir as instruções. Caso tenham qualquer tipo de dificuldade, por favor, enviem um e-mail para andriele@brainss.com.br. Será um prazer ajudá-lo(a).

Gostaria muito de contar com o feedback daqueles que assistirem às aulas. Ele é crucial para que  o curso possa melhorar continuamente. Coloquei algumas perguntas aqui. Quem responder estará concorrendo a um acesso gratuito para todos os módulos do curso, à medida em que forem sendo disponibilizados.

Preparei os módulos com muito cuidado e carinho. Espero que gostem!

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Sobre futebol, Beatles e simulados para o exame PMP

junho 14, 2010 3 comentários

O que os melhores jogadores de futebol do mundo têm em comum? Talvez esta questão até tenha mais de uma resposta, mas uma para mim é muito clara: todos eles já jogaram muito futebol em suas vidas.  E quanto aos grandes astros da música? Nesse caso, ao invés de uma resposta genérica, vamos analisar alguns números dos Beatles (senão a maior, uma das maiores bandas pop de todos os tempos):

  • Na época em que começaram a estourar, em 1964,  já tinham tocado ao vivo cerca de 1200 vezes;
  • Entre 1960 e 1962, excursionaram 5 vezes para tocar nos pubs de Hamburgo. A rotina era estafante. Em muitos casos tocavam 7 noites por semana, em shows de aproximadamente 8 horas cada um.

A mesma lógica vale para absolutamente qualquer coisa na vida: só se é bom de verdade em algo após muita prática.

Com o exame PMP não poderia ser diferente. Quem está pleiteando a certificação deve conseguir aprovação em uma avaliação não trivial de múltipla escolha. Não é muito difícil imaginar, portanto, o que deve ser feito para se conseguir a excelência no exame, não é mesmo?

Já tive muito contato com  lições aprendidas de pessoas que conseguiram a certificação. Seja em conversas, blogs, podcasts ou listas de discussões, foi  interessante notar que a forma de preparação é menos homogênea do que eu imaginava. Há pessoas que lêem o PMBOK várias vezes. Outras, apenas uma. Alguns gostam mais de livros, outros de aulas presenciais e uma terceira categoria se dá melhor com o e-learning.  Para uma pergunta, entretanto, as respostas foram muitíssimo parecidas. Quando perguntados sobre quantas questões de simulado tinham respondido, todos os PMPs com os quais tive contato responderam SEMPRE, uma de duas opções: CENTENAS ou MILHARES. E olha que esta pergunta não era de múltipla escolha, hein?

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É difícil aceitar, mas você precisa saber

junho 11, 2010 13 comentários

É difícil ler o que vou escrever, mas você precisa saber: a auto-sabotagem é a maior causa do não alcance de seus objetivos.

TODOS NÓS  já tivemos idéias, sonhos e desejos brilhantes que não se traduziram na prática. Culpamos a falta de tempo. Em muitos casos até elaboramos uma justificativa racional do tipo “os benefícios que vou obter não justificam o investimento ” ou “ter o próprio negócio é bacana, mas não quero trabalhar feito um escravo”. Mas em quase 100% das vezes, o motivo por não tentarmos é  outro, mais simples: “tenho medo de fracassar e ser ridicularizado”. Ponto. Antes de dizer “comigo é diferente” reflita de forma honesta e imparcial a respeito.

TODOS NÓS temos alguma dificuldade em lidar com este problema, já que tudo é explicado biologicamente. A responsável é uma região do nosso cérebro chamada amígdala (foi curioso descobrir que seu nome popular é “lizard brain” ou “cérebro de lagartixa”, expressão que você certamente já ouviu).  É ela que nos bloqueia desde muito pequenos. Você já deve ter passado por alguma destas situações:

  • Na escola, sua professora perguntou algo. Você sabia a resposta, mas apesar da quase certeza, ficou calado. Afinal, “se errar, vou ser ridicularizado”.
  • Mais adiante, no trabalho, surgiu uma oportunidade interessante mas você não se candidatou. Talvez tenha pensado que seria muito trabalho adicional. Mas confesse, vai. O que você pensou foi: “e se eu não corresponder, o que vão pensar de mim?”
  • Se olhou no espelho, achou umas gordurinhas a mais. Não ficou satisfeito, gostaria de entrar na academia, mas imaginou aquele amigo gozador falando: “Ué, você não tinha entrado na academia? Não tá funcionando muito não, né? hahahaha”

As situações são incontáveis. A resposta não dada em uma lista de discussão, o blog não iniciado, o currículo não enviado, a garota não conquistada, a certificação não tentada… O medo tem sua função em nossas vidas, mas a paralisia certamente não deveria ser uma delas.

Concorda? Discorda? Escreva aqui embaixo sua opinião. Não deixe seu “lizard brain” te impedir mais uma vez. Será um pequeno treino, para que você possa em seguida começar a colocar em ação as diversas coisas que sempre quis fazer e deixou pra lá por puro medo, do fracasso, ou de simplesmente rirem de você.

Aprenda a responder questões do exame para Certificação PMP (Parte 2/2)

junho 9, 2010 6 comentários

Continuo aqui um assunto iniciado no post anterior: coisas que todo aspirante a PMP deve saber antes de começar a responder seus simulados (ou no mínimo antes de fazer a prova). Quem leu a primeira parte, deve se lembrar que dividi os pontos em 3 categorias:

  1. Correção das opções
  2. Experiência do GP x Conteúdo do PMBOK (e comportamento esperado do GP)
  3. Tamanho das questões

Como já tratei da primeira, vamos à 2 e 3, respectivamente.

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2. Experiência do GP x Conteúdo do PMBOK (e comportamento esperado do GP)

“Você diz isso porque não conhece a minha empresa / meu chefe.”

Essa é uma frase ouvida por 10 entre 10 instrutores de cursos PMP em praticamente toda discussão de simulados. Muitas empresas no Brasil e no mundo ainda têm maturidade baixíssima em gerenciamento de projetos, o que impede a prática de processos corretos. Não ter um plano de projeto, por exemplo, não é um comportamento aceitável e as questões do exame PMP irão explorar este ponto (sendo possível ou não ter um planejamento adequado em sua empresa). Um gerente de projetos também não deve aceitar um cronograma ou orçamento irrealistas, ainda que em sua vida profissional  já tenha sido “obrigado” a fazer isto diversas vezes. Por isto atenção: não se deixe limitar pelas suas experiências pessoais até então. Mas calma, me entenda bem: não estou dizendo que sua experiência não serve para nada. Ela é importantíssima. Mas o PMI quer, entre outras coisas, nivelar por cima o comportamento dos gerentes de projeto PMPs. Espera-se deles uma assertividade na aplicação das boas práticas de GP  acima da média, e as questões situacionais do exame sempre assumirão essa premissa. Por isso lembre-se (sem ressentimentos): entre aquilo que foi possível fazer durante sua carreira e o que é preconizado pelo PMBOK, vá pelo PMBOK.

3. Tamanho das questões

O enunciado de muitas questões do exame PMP pode ser bastante longo. O lado bom das história é que, em muitos casos, nem todas as informações descritas são realmente úteis para se encontrar a resposta correta. Muita coisa inútil é descrita de propósito para tentar desviar sua atenção do que realmente importa. Sugiro duas técnicas para lidar com esta situação, quando ela aparecer:

  1. Ler a última frase do enunciado primeiro: Normalmente o que realmente se quer saber está descrito na última sentença do enunciado. Se você já tem em mente o objetivo da questão, será capaz de identificar com mais clareza, o que interessa e o que é inútil no texto longo que está lendo.
  2. Ler as alternativas de resposta primeiro: Aqui o raciocínio é o mesmo: conhecer as alternativas o ajuda a ter uma atenção mais seletiva na leitura do enunciado.

Essas dicas não resolvem todos os seus problemas, mas já são um bom começo, não é mesmo?

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Aprenda a responder questões do exame para Certificação PMP (Parte 1/2)

junho 7, 2010 3 comentários

Muita gente fica “de cabelo em pé” quando começa a responder questões de simulados do exame PMP. O sujeito fica nervoso, se sente injustiçado, xinga o autor do simulado e até a pessoa que lhe apresentou a questão.

Fatos normais. O exame para a certificação PMP não é uma prova convencional. Assim, não requer uma preparação convencional. Compilei, em algumas categorias, coisas que todos devem saber antes de começar a responder às questões de simulado. O candidato que desconhece estes pontos, ainda que seja um expert em Gerenciamento de Projetos, certamente terá grandes problemas na prova.

As categorias são as seguintes:

  1. Correção das opções
  2. Experiência do GP x Conteúdo do PMBOK (e comportamento esperado do GP)
  3. Tamanho das questões

1. Correção das opções

No colégio, faculdade ou concurso público, se há mais de uma opção correta em uma questão de múltipla escolha, o comportamento de qualquer um é conhecido: pedimos a anulação da questão. No exame PMP, questões deste tipo não só aparecem, como são comuns. E isto não é considerado motivo pra anulação.  São dois os tipos de questão com pontos referentes à correção de opções que devem ser destacados:

  1. Mais de uma opção correta: nesse caso, ao invés de pensar no texto da carta de reclamação que escreverá ao PMI, simplesmente tente encontrar a resposta MAIS CORRETA ou  a que melhor responda o que está sendo perguntado. Se todas parecerem igualmente corretas e lhe for perguntado “o que é melhor fazer” tente pensar no que é melhor fazer PRIMEIRO.
  2. Todas as opções com algum grau de incorreção: parece estranho, mas pode ocorrer de todas as opções terem algum grau de incorreção. Veja bem: não é que estão todas completamente erradas, mas nenhuma está totalmente correta. Nesse caso o raciocínio é o inverso: tente encontrar a MENOS INCORRETA.

No próximo post falo das duas outras categorias. Até lá!

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Decorar ou não decorar, eis a questão.

maio 31, 2010 6 comentários

Uma das dúvidas recorrentes de meus alunos nos cursos preparatórios para o PMP é:  há  a necessidade de se decorar as entradas, ferramentas / técnicas e saídas (EFTS) de todos os processos do PMBOK para fazer o exame PMP? E minha resposta tem sido:  não faça deste um objetivo principal de seus estudos. Pode até haver questões envolvendo as EFTS diretamente, mas o consenso é que elas são cada vez mais raras. A prova tem focado em  questões situacionais primordialmente.  Além disto, o fato de não ter havido um esforço explícito de sua parte para decorar as EFTS, não significa que você não será capaz de respoder a uma questão direta a seu respeito.

Para que esta última frase seja verdadeira é necessário, entretanto, que você entenda cada um dos PROCESSOS do PMBOK. Ou seja, no caso dos processos, minha percepção já é diferente: você deve saber o nome e o propósito de cada um destes processos, além de entender de que forma ele pode lhe ser útil na prática. Se isto for de fato compreendido, saber as EFTS termina por ser um efeito colateral esperado e natural. Ainda que com esta abordagem você não saiba recitar de cor todas as EFTS a probabilidade de acertar uma questão baseada em EFTS é grande.

Outro ponto importante é que, não tentar decorar as ligações entre EFTS e os processos não significa que você não deva saber o que são e para que servem cada uma das entradas, ferramentas / técnicas e saídas. São coisas diferentes.

Pra finalizar, um bom exercício pra quem quer ter um pouco mais de segurança sobre este assunto e recusa-se terminantemente a ficar decorando uma série de expressões é: depois de estudar um bocado, tente escrever para cada processo, quais seriam as EFTS esperadas. Mas perceba que esta listagem se dará em função do seu entendimento dos processos, em função do que seria razoável esperar como entrada, ferramenta / técnica ou saída para cada caso e não com base em uma sessão de decoreba. Compare os resultados com o que de fato está listado no PMBOK. E se puder, relate, como comentário deste post aqui embaixo, quais foram os seus resultados. Isto pode ser útil para outras pessoas.

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