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É difícil aceitar, mas você precisa saber

É difícil ler o que vou escrever, mas você precisa saber: a auto-sabotagem é a maior causa do não alcance de seus objetivos.

TODOS NÓS  já tivemos idéias, sonhos e desejos brilhantes que não se traduziram na prática. Culpamos a falta de tempo. Em muitos casos até elaboramos uma justificativa racional do tipo “os benefícios que vou obter não justificam o investimento ” ou “ter o próprio negócio é bacana, mas não quero trabalhar feito um escravo”. Mas em quase 100% das vezes, o motivo por não tentarmos é  outro, mais simples: “tenho medo de fracassar e ser ridicularizado”. Ponto. Antes de dizer “comigo é diferente” reflita de forma honesta e imparcial a respeito.

TODOS NÓS temos alguma dificuldade em lidar com este problema, já que tudo é explicado biologicamente. A responsável é uma região do nosso cérebro chamada amígdala (foi curioso descobrir que seu nome popular é “lizard brain” ou “cérebro de lagartixa”, expressão que você certamente já ouviu).  É ela que nos bloqueia desde muito pequenos. Você já deve ter passado por alguma destas situações:

  • Na escola, sua professora perguntou algo. Você sabia a resposta, mas apesar da quase certeza, ficou calado. Afinal, “se errar, vou ser ridicularizado”.
  • Mais adiante, no trabalho, surgiu uma oportunidade interessante mas você não se candidatou. Talvez tenha pensado que seria muito trabalho adicional. Mas confesse, vai. O que você pensou foi: “e se eu não corresponder, o que vão pensar de mim?”
  • Se olhou no espelho, achou umas gordurinhas a mais. Não ficou satisfeito, gostaria de entrar na academia, mas imaginou aquele amigo gozador falando: “Ué, você não tinha entrado na academia? Não tá funcionando muito não, né? hahahaha”

As situações são incontáveis. A resposta não dada em uma lista de discussão, o blog não iniciado, o currículo não enviado, a garota não conquistada, a certificação não tentada… O medo tem sua função em nossas vidas, mas a paralisia certamente não deveria ser uma delas.

Concorda? Discorda? Escreva aqui embaixo sua opinião. Não deixe seu “lizard brain” te impedir mais uma vez. Será um pequeno treino, para que você possa em seguida começar a colocar em ação as diversas coisas que sempre quis fazer e deixou pra lá por puro medo, do fracasso, ou de simplesmente rirem de você.

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  1. Sérgio Adão
    junho 11, 2010 às 10:21 am

    Parabéns pelo texto. Acredito que trabalhamos tanto para dar certo (no emprego, no amor, na vida enfim), que não nos preparamos para a perda e a mera possibilidade do fracasso nos causa um temor que nos paraliza e impede de seguir.
    Muitas oportunidades surgiram na vida e as perdi por medo do fracasso. Estou trabalhando para reverter o quadro.

    Sorte a todos….

    • andriele
      junho 11, 2010 às 10:37 am

      Boa Sérgio! Como eu disse, todos nós já passamos por isto. O negócio é estancar a sangria e agir de forma diferente a partir da constatação do problema. Abraços!

  2. junho 11, 2010 às 4:13 pm

    Show de bola o texto Andriele, isso já aconteceu comigo inúmeras vezes.

    Entretanto, acho que poderia explorar um pouco mais o tema, tendo em vista que para mudar esta prática, é necessário uma reprogramação do cérebro. Que tal falar um pouco de neurolinguística?

    Abraços,

    Fernando S. Dantas

  3. andriele
    junho 11, 2010 às 4:37 pm

    Ok Fernando! Não sou profundo conhecedor do assunto, mas vou procurar saber mais a respeito. Abraços

  4. Rogério
    junho 11, 2010 às 10:26 pm

    Andriele, é legal reforçar que a amígdala citada em seu texto é a “amígdala cerebelosa”, já que o nome amígala é empregado a qualquer órgão anatômico em “forma de amêndoa”.
    Fonte: http://pt.wikipedia.org/wiki/Am%C3%ADgdala

    Na minha infância, os médicos fizeram o favor de remover a “tonsila palatina”, a famosa amigdala da “Goela” :o)
    Um abraço.

    • andriele
      junho 12, 2010 às 2:06 pm

      Verdade Rogerio. Bem observado. Grande abraço e obrigado!

  5. Carla Góes
    junho 14, 2010 às 4:41 pm

    É verdade, viu Andriele. Essa situação da escola aconteceu muito comigo. Só consegui vencer este “bloqueio” nos tempos da faculdade. Foi quando descobri, que mesmo errando a resposta a gente acaba aprendendo (nem que seja a conviver com as gozações dos colegas). Um abraço!

    • andriele
      junho 14, 2010 às 4:52 pm

      Legal Carla! Eu diria que você conseguiu vencê-lo bastante cedo. Até porque existe uma certa acomodação geral, um certo boicote em nome do status quo mediano. Quem se expõe, questiona, aparece é sempre muito visado. Mas se consegue segurar a onda é recompensado também. Grande abraço!

  6. junho 30, 2010 às 6:30 pm

    Andriele,

    Legal você falar desse assunto! Tem até um livro muito interessante a respeito, “O Ciclo da Auto Sabotagem” – Stanley Rosner e Patricia Hermes, você conhece?

    Abraço,
    Crhistian

    • andriele
      junho 30, 2010 às 6:43 pm

      Oi Crhistian,

      Conheço sim. Li há um tempo atrás e achei interessante. As idéias deste post, entretanto, têm muito a ver com um outro cara que tenho lido bastante, chamado Seth Godin. Já li dois de seus livro (“Tribes” e “Unleashing the SuperIdeaVirus”). Estou no teceiro agora, chamado “Linpchin”. Recomendo os três.

      Grande abraço!

  7. Paulo Ricardo
    julho 15, 2010 às 10:06 am

    Olá!

    Muito interessante.
    As vezes nos vemos em situações em que para não realizar alguns sonhos ou desejos nos perguntamos: “e se, mas, eu acho que etc.” No fim é tudo a mesma coisa, medo!

    Parabéns pelo artigo!

    Abraço!

    • andriele
      julho 15, 2010 às 10:13 am

      É isso aí Paulo! Medo todos nós temos. O importante é saber lidar com ele e seguir adiante. Muito obrigado pela visita! Abraços!

  8. Ricardo Francelin
    setembro 13, 2011 às 6:27 pm

    É triste saber a verdade, inclusive recentemente recusei uma proposta para trabalhar em uma empresa em Florianópolis por pensar assim, fiquei duas semanas sem dormir direito, imaginando situações extremas, onde eu não conseguia realizar o que era me passado, me imagina voltado para a casa de meus pais, fracassado e derrotado.
    Eu sou uma pessoal bem racional, mas mesmo assim as vezes não me controlo, hoje estou estudando, pretendo tirar a minha primeira certificação, CAPM do PMP, espero que eu continue com a mesma vontade e motivação que estou sentindo agora, daqui uns três meses de estudo intensivo.
    parabéns pelo texto.

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