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Archive for the ‘Comportamento’ Category

É difícil aceitar, mas você precisa saber

junho 11, 2010 13 comentários

É difícil ler o que vou escrever, mas você precisa saber: a auto-sabotagem é a maior causa do não alcance de seus objetivos.

TODOS NÓS  já tivemos idéias, sonhos e desejos brilhantes que não se traduziram na prática. Culpamos a falta de tempo. Em muitos casos até elaboramos uma justificativa racional do tipo “os benefícios que vou obter não justificam o investimento ” ou “ter o próprio negócio é bacana, mas não quero trabalhar feito um escravo”. Mas em quase 100% das vezes, o motivo por não tentarmos é  outro, mais simples: “tenho medo de fracassar e ser ridicularizado”. Ponto. Antes de dizer “comigo é diferente” reflita de forma honesta e imparcial a respeito.

TODOS NÓS temos alguma dificuldade em lidar com este problema, já que tudo é explicado biologicamente. A responsável é uma região do nosso cérebro chamada amígdala (foi curioso descobrir que seu nome popular é “lizard brain” ou “cérebro de lagartixa”, expressão que você certamente já ouviu).  É ela que nos bloqueia desde muito pequenos. Você já deve ter passado por alguma destas situações:

  • Na escola, sua professora perguntou algo. Você sabia a resposta, mas apesar da quase certeza, ficou calado. Afinal, “se errar, vou ser ridicularizado”.
  • Mais adiante, no trabalho, surgiu uma oportunidade interessante mas você não se candidatou. Talvez tenha pensado que seria muito trabalho adicional. Mas confesse, vai. O que você pensou foi: “e se eu não corresponder, o que vão pensar de mim?”
  • Se olhou no espelho, achou umas gordurinhas a mais. Não ficou satisfeito, gostaria de entrar na academia, mas imaginou aquele amigo gozador falando: “Ué, você não tinha entrado na academia? Não tá funcionando muito não, né? hahahaha”

As situações são incontáveis. A resposta não dada em uma lista de discussão, o blog não iniciado, o currículo não enviado, a garota não conquistada, a certificação não tentada… O medo tem sua função em nossas vidas, mas a paralisia certamente não deveria ser uma delas.

Concorda? Discorda? Escreva aqui embaixo sua opinião. Não deixe seu “lizard brain” te impedir mais uma vez. Será um pequeno treino, para que você possa em seguida começar a colocar em ação as diversas coisas que sempre quis fazer e deixou pra lá por puro medo, do fracasso, ou de simplesmente rirem de você.

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Turbine o gerenciamento de seus projetos com novas tecnologias

março 26, 2010 5 comentários

Passeando pela web durante a madrugada encontrei um guest post excelente de Andrew Filev no blog “A girls guide to Project Management”. Nest post, Andrew mostra a importância das mídias sociais em GP por meio de duas histórias de gerentes de projeto com rotinas bem diferentes. Ambos trabalham nos EUA e gerenciam projetos para clientes na Europa. Veja abaixo como é a vida destes caras.

Jake

Jake, um dos gerentes de projetos, está sempre muito ocupado. Sua rotina diária é composta das seguintes atividades:

  • Checar e-mails logo no início da manhã para obter as atualizações do projeto pelos diversos membros da equipe;
  • Ligar, enviar e-mails ou encontrar-se pessoalmente para coletar novas informações do projeto e garantir que tudo vai bem;
  • Atualizar o plano de projeto com todas as informações obtidas;
  • Gerar relatórios de status para os diversos executivos da empresa;
  • Comunicar-se por e-mail ou telefone com o cliente que está em Londres;
  • Resolver uma série de problemas que aparecem no projeto por meio do telefone, reuniões e e-mails;
  • Lidar com a confusão de se ter várias versões de documentos do Word e do Excel.

As pessoas do time de Jake também são bastante ocupadas e enfrentam alguns problemas.Veja:

  • Eles recebem entre 50 a 100 e-mails por dia que precisam ser checados necessariamente;
  • Eles não têm acesso direto ao plano de projeto. Assim, se eles precisam reportar progresso em suas atividades eles precisam enviar um e-mail para Jake.

Às vezes eles perdem ou se esquecem de itens importantes, mas isto não é um grande problema já que Jake sempre pode ligar para eles para lembrá-los. 🙂

Jake é um excelente GP e adora seu trabalho. Ele trabalha arduamente para manter tudo em ordem, mas raramente tem tempo para pensar em sua estratégia de gerenciamento de projetos ou sobre a motivação de seu time e normalmente depende de horas extras para completar se trabalho. Mas, fazer o que? Vida de GP não é fácil, não é mesmo?

Simon

Simon, o outro gerente de projetos, tem uma rotina diferente. Veja as características do seu trabalho e de sua equipe:

  • Simon checa o e-mail pela manhã, mas a quantidade de mensagens recebidas não passa de 10 a 15;
  • Sua equipe também não precisa trocar dezenas de e-mails já que eles utilizam um sistema de gerenciamento de projetos baseado na WEB, em que todos podem observar o progresso dos projetos on-line (inclusive os representantes do cliente em Barcelona e os executivos da empresa). Além disto, os próprios membros da equipe do projeto podem atualizar suas tarefas diretamente, garantindo uma maior aderência do plano de projeto com a realidade.
  • Logo no início do trabalho, Simon criou um blog do projeto e compartilhou por meio dele a sua visão sobre o desenvolvimento do projeto com sua equipe. Os membros da equipe se sentiram encorajados, e além dos feedbacks aos posts de Simon passaram também a contribuir com sugestões para melhorar o andamento do projeto. Todos recebem as atualizações por meio de feeds RSS e podem usar recursos de tags e buscas para encontrar rapidamente qualquer tópico de interesse que eventuamente tenha sido discutido;
  • Simon não costuma usar o telefone. Ele prefere o Skype, já que além de voz a ferramenta integra também funções de chat e video-conferência. Reuniões diárias de 15 minutos são executadas envolvendo pessoas da equipe em 3 cidades distintas dos EUA e o cliente em Barcelona;
  • Simon gosta de ferramentas de instant messaging, mas acredita que elas não são ideais para sua equipe. Uma aplicação de microblogging mostrou-se mais adequada. Membros da equipe a utilizam para dizer no que estão trabalhando, fazer perguntas, compartilhar links e solicitar ajuda em algum problema específico. A possibilidade de fazer tudo isso pela Internet tem sido algo muito útil para um time distribuído em 4 fusos horários diferentes;
  • Simon náo tem problemas com versões de documentos, já que toda a documentação é gerada em um Wiki.

Simon também é um profissional muito ocupado. Ele está sempre pensando nas próximas etapas do projeto e em como motivar sua equipe. Ele investe também boa parte de seu tempo nos relacionamentos com todos os envolvidos em seus projetos e até fez bons amigos entre clientes e colegas de time. Alguns deles são seus amigos ou contatos em redes como Facebook e Linkedin. Sua equipe é menos estressada que a de Jake, já que tem menos problemas de comunicação e como consequencia comete menos erros. Todos se sentem parte de uma grande comunidade, a despeito de estarem tão distantes fisicamente uns dos outros. O resultado: expectativas do cliente sempre superadas!

Simon não liga muito para buzz words tais como WEB 2.0 ou “mídias sociais” e não se preocupa em sempre seguir a última tendência. Apenas não tem medo de experiementar o novo. Alguns destes experimentos invariavelmente têm se mostrado extremamente úteis para a execução de sua função como gerente de projetos.

E VOCÊ?

Agora pense (30 segundos apenas): Que tipo de profissional tem mais valor? Jake ou Simon? Que tipo de profissional VOCÊ quer ser?

Relacionamento: a chave para uma carreira de sucesso.

março 19, 2010 2 comentários

Interessante a história descrita por Jim de Piante (gerente de projetos da IBM)  no blog Voices on Project Management mantido pelo PMI. Apesar do aparente sucesso em sua carreira (que incluía entre outras coisas uma experiência internacional recente de 2 anos), Jim conta ter sido pego de surpresa por uma demissão.

Jim resolveu então fazer algo no mínimo interessante: escrever em uma folha de papel as coisas que ele deveria ter feito de forma diferente para que tal situação não tivesse acontecido (e para que ela não se repetisse no futuro).  Todas as frases deveriam começar com “eu desejaria…”. O curioso é que NÃO apareceu nenhuma frase do tipo:

  • eu desejaria ter sido melhor no desenvolvimento de Gant Charts;
  • eu desejaria ter sido um desenvolvedor de software melhor;
  • eu desejaria ter aprendido mais sobre earned value analysis.

Mas vários itens ligados a RELACIONAMENTO estavam lá.

Conhecimentos técnicos são importantes. Mas você trabalha com outras PESSOAS. Para outras PESSOAS.

Não se esqueça disto.

Padrões não são times de futebol!

março 17, 2010 4 comentários

“PMBOK é teórico.”

“Scrum é incompleto.”

“MPS.Br / CMMI é burocrático.”

“Prince2 é para os europeus.”

Confesso que às vezes, frases desse tipo me cansam.

Opiniões radicais em relação a padrões, metodologias, frameworks ou qualquer texto que se proponha a nos ajudar a gerenciar melhor nossos projetos NÃO costumam nos ajudar em NADA. Você não deve fidelidade a nenhum deles. Ao contrário do time de futebol de coração, você não precisa ter somente um.

Minha sugestão:

  • conheça melhor as abordagens;
  • entenda o que elas podem trazer de bom ou ruim para os seus projetos / sua empresa;
  • aplique o que fizer sentido e jogue fora o resto.

E vá expressar a sua paixão no estádio, que é mais divertido!

Em tempo:

  • sou instrutor em cursos de PMP;
  • implementador e avaliador MPS.Br;
  • uso abordagens ágeis em minhas consultorias;
  • e não me sinto nem um pouco mal com isso! Você também não vai se sentir, acredite.

Radicalismo está fora de moda. 🙂

Categorias:Comportamento

Novo gerente de projetos: como estragar tudo nos primeiros 60 dias – Parte II

março 10, 2010 Deixe um comentário

Destruir sua carreira de GP é mole, mole. Vamos completar a lista de conselhos do “amigo da onça”:

  • Peça muitos conselhos para as pessoas de sua equipe e faça exatamente o contrário do que lhe foi sugerido;
  • Grite bem alto: “Isto está fora do escopo!” sempre que qualquer stakeholder abrir a boca;
  • Mande documentos que servirão de base para discussões na reunião de status do projeto 30 segundos antes do início da reunião. E claro, faça questão de comentar: “Vocês receberam os documentos? Bom, eu os enviei”;
  • Faça sessões de brainstorming mas não anote nada que você não concordar;
  • Aproveite cada oportunidade para mostrar a todos como você é inteligente. Eles te respeitarão muito por isto;
  • Escale questões para a alta direção sempre que alguém discordar de você. Isso certamente irá assustar a todos e deixará claro quem é que manda. Se der pra puxar o saco dos diretores na frente das pessoas da equipe, o efeito fica melhor ainda;
  • Fique muito, mas muito nervoso mesmo, sempre que alguém lhe trouxer más notícias. Isso fará com que todos pensem duas vezes antes de lhe pedir ajuda. E garantirá tempo livre pra que você possa atualizar o cronograma, relatórios de status  e apresentações de PowerPoint.
  • Tenha certeza de dar um reply-all em TODOS os e-mails. As pessoas precisam saber o que se passa, certo?
  • SEMPRE interrompa qualquer um que estiver respondendo suas perguntas. Como as pessoas não entendem que você já sabe tudo e só está sendo educado?
  • Gestual nas sessões de feedback é algo muito importante. Tem um que é muito bom: polegar e indicador estendidos, apontando pra cabeça do interlocutor acompanhado de um sonoro: “Loooooooooooser”.

Extraído dos comentários do post New Project Manager: How to screw up in the first 60 days.

Categorias:Comportamento

Novo gerente de projetos: como estragar tudo nos primeiros 60 dias – Parte I

março 9, 2010 1 comentário

Quem já passou por esta situação deve saber: ser um novo gerente de projetos (iniciando a carreira ou assumindo um projeto no meio do caminho) não é nada fácil. Sempre há muitas dúvidas, medos, anseios e, para os mais nervosos, algumas noites mal dormidas.

O blog PMStudent resolveu tratar o assunto de uma forma bem divertida, listando alguns conselhos para você colocar tudo a perder, de cara (risos). Obviamente, trata-se de uma lista do que definitivamente NÃO se deve fazer. O artigo original é muito bom, especialmente pelos comentários dos leitores, que complementaram a lista de forma notável. Para poupar trabalho a vocês, listarei aqui alguns destes conselhos “maravilhosos”:

  • Adote a postura do “novo xerife na cidade”. Desconsidere os processos já existentes e faça mudanças profundas, já no primeiro dia. O legal é que todos se sentirão verdadeiros idiotas que nunca fizeram nada certo até a sua chegada. E melhor ainda: você estará tomando atitudes importantíssimas sem ter a menor idéia do que se passa no projeto.
  • Preocupe-se apenas com as ferramentas: falar com alguém? Pra que? Tranque-se em sua sala e trabalhe loucamente no seu software de gerenciamento de cronogramas. Finja que os artefatos gerados por você são o que realmente importa. O que os “outros” estão fazendo é problema deles…
  • Ignore seus stakeholders. Se ninguém nunca se preocupou em fazer uma análise das diversas partes interessadas, agradeça e aproveite. Isto iria complicar demais a sua vida.

Mais conselhos que podem te ajudar a “ir pro buraco” rapidinho no próximo post. 🙂

Categorias:Comportamento

“Personal Branding” para gerentes de projeto

março 5, 2010 4 comentários

O que as outras pessoas pensam sobre você? Você não sabe? Não se importa com isso?

Se você é, ou quer ser um gerente de projetos, deveria gastar algum tempo pensando a respeito. Lembre-se de que, em última instância, o papel de um GP é fazer as coisas acontecerem. E para tal é preciso liderar,  influenciar, comunicar, persuadir.

Coloque-se na posição de alguém que trabalha em sua equipe. Você se sentiria confortável sendo “influenciado” por alguém que não inspira confiança? “Liderado” por alguém que é um exemplo de autoritarismo?

“Personal Branding”, ou a construção de uma marca pessoal positiva é algo fundamental para seu sucesso como GP. Abaixo seguem alguns passos para você começar a cuidar disto de forma bem simples:

  • Defina a imagem que você quer passar sobre você mesmo, mas não tente ser aquilo que você não é;
  • Lembre-se que cada interação sua com cada ser humano conta. Não adianta ser bonzinho com o chefe e escrachar os subordinados; ou malhar as ditaduras de esquerda da América Latina no happy hour e não aceitar questionamentos no local de trabalho;
  • Use as mídias sociais a seu favor. Você na Internet não é um personagem. Você é você mesmo e todos estão te observando, todo o tempo. Isso pode parecer assustador num primeiro instante, mas pode ser um trunfo importante para quem domina ferramentas como linkedin, twitter, etc.

Para saber mais sobre o assunto veja o VídeoCast do blog  The Project Shrink a respeito, clicando aqui.

Categorias:Comportamento