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Archive for the ‘Soft skills’ Category

5 objetivos pra não esquecer

março 29, 2010 Deixe um comentário

Ron Holohan resumiu de forma prática em seu post “The 5 goals of a Project Manager” o que ele pensa serem as principais metas a serem alcançadas pelos GPs em seus projetos.

Como tem muita coisa escrita sobre gerenciamento de projetos atualmente e pouco tempo para a maioria das pessoas lê-las, gosto de textos focados assim que de forma suscinta nos direcionam para o que realmente é importante. Categorizo os 5 pontos de Holohan em 2 grupos principais. O primeiro grupo, com os três primeiros pontos, trata do básico:

Objetivo 1: Terminar no prazo

Objetivo 2: Terminar dentro do custo

Objetivo 3: Atender aos requisitos

A boa e velha tríade escopo / tempo / custo (com boa vontade de quem quer simplicidade, daria pra incluir a variável qualidade no objetivo 3).

O segundo grupo, com os dois últimos pontos, já aborda uma questão muitas vezes esquecida pelos GPs: a REAL satisfação de todas as partes interessadas com o projeto. Veja:

Objetivo 4: Mantenha os clientes felizes

Objetivo 5: Assegure-se que seu time está feliz

Nesse grupo aparece o que está além do contrato, da mera formalidade.  Aquilo que é importante, menos para garantir o pagamento pelo projeto corrente, mas fundamentalmente para aumentar as chances de sucesso em novos projetos (no caso dos clientes até mesmo para viabilizar a existência de um novo projeto).

De que adianta atender aos requisitos escritos se as reais expectativas dos clientes não estão devidamente expressas e resolvidas? Será que vale a pena esconder alguns problemas dos clientes só pra parecer que tudo está bem (felicidade vai passar longe quando ele descobrir)? E o seu time: será que finalizar em dia, dentro do custo, com tudo atendido mas com a equipe em farrapos é algo realmente bom? Estas pessoas vão querer trabalhar com você no futuro?

São dois pontos simples, mas esquecidos pelo fato de não se traduzirem na letra fria dos contratos, das especificações. Ou melhor: eram esquecidos. Já gravou na memória, né?

Categorias:Na prática, Soft skills

Relacionamento: a chave para uma carreira de sucesso.

março 19, 2010 2 comentários

Interessante a história descrita por Jim de Piante (gerente de projetos da IBM)  no blog Voices on Project Management mantido pelo PMI. Apesar do aparente sucesso em sua carreira (que incluía entre outras coisas uma experiência internacional recente de 2 anos), Jim conta ter sido pego de surpresa por uma demissão.

Jim resolveu então fazer algo no mínimo interessante: escrever em uma folha de papel as coisas que ele deveria ter feito de forma diferente para que tal situação não tivesse acontecido (e para que ela não se repetisse no futuro).  Todas as frases deveriam começar com “eu desejaria…”. O curioso é que NÃO apareceu nenhuma frase do tipo:

  • eu desejaria ter sido melhor no desenvolvimento de Gant Charts;
  • eu desejaria ter sido um desenvolvedor de software melhor;
  • eu desejaria ter aprendido mais sobre earned value analysis.

Mas vários itens ligados a RELACIONAMENTO estavam lá.

Conhecimentos técnicos são importantes. Mas você trabalha com outras PESSOAS. Para outras PESSOAS.

Não se esqueça disto.

ATITUDE: o diferencial dos gerentes de projeto que se destacam.

julho 9, 2008 3 comentários

Ok, você já tem vastos conhecimentos sobre gerenciamento de projetos. Estudou o PMBOK, alguns outros livros de referência, aprendeu o que é uma WBS, como desenvolver um cronograma, a importância do gerenciamento de riscos… Tem um título de especialista em gerenciamento de projetos. Conseguiu aquela tão desejada contratação para uma posição como GP. Então, como num terrível pesadelo, coisas estranhas começam a acontecer.

Projeto vendido, escopo mal definido, tipo de contrato escolhido de forma inadequada (ah, se mais gente soubesse que contratos de preço fixo não são a única opção!), mudanças chegando a todo momento de forma desordenada e você foi o escolhido pra coordenar tudo isto. Ao tentar argumentar contra o caos instalado, as pessoas parecem não querer ouvi-lo. Você resignado, entrega os pontos e deixa o barco ir conforme a maré. Cada dia é um suplício. Sua família e seus amigos não conseguem mais ouvir você reclamar de sua empresa. Algo parece errado, não?

Bem vindo ao mundo real! Algumas empresas já possuem um certo grau de maturidade, tornando a vida de seus gerentes bem mais feliz. Mas pra boa parte delas, boas práticas de gerenciamento de projetos são um conjunto de novidades ao mesmo tempo interessantes e muito difíceis de implementar. Mesmo com todos os seus conhecimentos, sua vida será normalmente muito difícil se lhe faltar um outro componente: ATITUDE!

 

Muitas empresas agem errado, não porque querem. Agem assim simplesmente porque não sabem como fazer o certo. Nesse caso, VOCÊ pode ser o agente da mudança, desde que esteja disposto a se dedicar um pouco mais.

Mesmo querendo acertar, uma organização não muda facilmente. A inércia, descrita precisamente nos livros de física, age praticamente da mesma forma nas relações humanas e de negócios. Pra conseguir aplicar as boas práticas de gerenciamento de projetos será preciso despender boa dose de energia convencendo seus pares, chefes e subordinados. Não adianta dizer “eu sei que o certo é assim e você está errado”. É preciso mostrar, com exemplos e resultados palpáveis os seus pontos de vista. Capacidade de se comunicar, negociar e se relacionar serão de enorme valia nesse emprendimento. E a ATITUDE pra colocar tudo isto em prática é fundamental.

Tudo bem, há também aquelas organizações que parecem estar fadadas a padecer no fogo do inferno pra sempre, negando-se a mudar quando esta é a única opção plausível. Nesse caso não tem muito jeito. A melhor opção é normalmente cair fora. Mas concentre-se nos casos em que há como mudar o panorama geral. Você pode pensar: “Tudo isto é muito difícil, não compensa”. Concordo com a primeira parte da frase, mas não com a segunda. Ser um agente de mudanças não é tarefa fácil. Mas os resultados são, de modo geral, bastante recompensadores. E diferenciam você da multidão!

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